segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ouro no Bolso

“Mergulhei de cabeça naquele sentimento,
Foi me oferecido asas, mas neguei.
Pulei, ao chegar, nadei. Remei.
Acabei por aceitar meu barco. Afundei.

Esqueci de entregar o ouro.
Guardei em meu bolso, por mais
Tempo que o devia, o estraguei.
Tive em minhas mãos e atirei.

Continuo a me atirar, com asas,
Com força, com peso. Voei,
Não caio mais. Flutuo agora.
O ouro perdeu seu valor,
Mas trouxe o que mais queria...”

6 Comentários!!:

Gleiciane disse...

Amei...

Pedro Gurgel Moraes, um Poeta disse...

As asas, sustendadas pelo peso.

Thiago César disse...

algo interessante a se pensar...

Paulo Henrique disse...

Você lê de uma ponta a outra como se estivesse voando, planando.

Muito massa

C. A. Ribeiro Neto disse...

Muito boa poesia!

Mas me veio uma dúvida: você não evitaria problemas se tivesse aceitado as asas oferecidas?

Marcella disse...

Realmente dá pra ler de trás pra frente... mesmo sentido.

Ainda estou um pouco confusa, mas eu adoro pensar.
:)

bjinho
Finalmente visitando né?