quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Poema do Fundo da Garrafa

Extraí esse pequeno fragmento do texto logo abaixo. Caso o achem muito solto lá poderão obter algumas respostas imediatas. E um Viva às nossas Quintas-Feiras!!

“Todos os dias me invento,
Reinvento e me contorço.
Tento relembrar o que fiz
E às vezes esqueço.

Parado eu crio mais,
Penso ma(i)s parado.
Sem ter pronde ir e
Sem saber donde vim.

Lanço pra lá olhares e
Pra cá anoto na pele.
Sem caneta de tinta
Fiz sangue de escrever.

Anotado ma(i)s gravado
Sem pausa, sem reflexo.
Nada entendo com o que perdi.
Pois perdi o que entendi no nada,

Morri-me pra viver.”

4 Comentários!!:

Hermes disse...

A vida de um poeta. E assim seria mesmo se não escrevesse. E em geral, morremos para viver. Belo poema. Boa quinta feira, o dia em que menos ficamos sozinhos. Abraço!

Thiago César disse...

comentei no de baixo!

C. A. Ribeiro Neto disse...

Eu tenho uma resposta pra pergunta que farei, mas quero a saber a sua resposta:
Quando não sabemos o que perdemos, sentimos falta?

Vou ler o outro amanhã... hehe

Joãozito disse...

Só o fato de se perder pressupõe-se que se perdeu "algo". Mas o sentido do "nada" que diz na poesia é do vazio mesmo, o nada. =)